Direitos de Autor

Pode acontecer fazer uns copianços de excertos de artigos ou imagens, de outros autores, com o objetivo de enriquecer a publicação de um post pessoal. Claro que tenho a preocupação de mencionar a fonte ou pedir autorização ao respetivo autor. Mas pode falhar a preocupação e lá se vai a fonte. Caso isso aconteça e alguém sinta beliscada a sua propriedade intelectual, é só "apitar" e corrige-se a "fraude", na horinha, de acordo com a pretensão do autor beliscado.
Em relação ao que escrevo, de minha autoria, como embirro com leis, decretos-leis, regras e obrigatoriedades, podem copiar o que quiserem, tirar cópias, empenar (passar para a pen), fazerem cartazes...
Sirvam-se! Mas é um bocadinho foleiro fazer seu o que é de outro.


meia bota, bota e meia

agendário 2014

Agendário é assim uma coisa de coisas que, em sonhos como os anjos na bíblia, agendo para realizar sozinho,  ou com amigos, ou com quem queira vir...
O agendário de 2014 é intencionalmente um agendário de intenções, porque, pode acontecer a vida apresentar-me outra agenda e o meu agendário terá que ficar a marinar… 
A vida nem sempre nos oferece o que queremos e desejamos, não é tudo à nossa vontade, é como o tempo, ora faz chuva… ora faz sol…ora faz frio…ora faz calor…
Serenos e confiantes, é importante não perdermos o norte, para sabermos onde fica o sul e, logo que venha sol calçamos as botas e zarpamos, ou para  norte, ou para sul. Pronto também podemos ir para este ou oeste.



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Caminhos Santiago
tenho intenção em realizar...


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Caminhos de Fátima
tenho intenção em realizar. já está previsto para os dias 1, 2, 3 e 4 maio, com as "tropas" oriundas de albergaria, murtosa, oliveira azemeis, aveiro, ovar.
(já tá com lotação esgotada)

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O Porto a Pé
tenho intenção em participar e partilhar algumas atividades deste bom projeto de pedestrianismo urbano com fotografia incluida, cultural, social e o outras coisas que tal...


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Arrota - atividades pedestres e levantamento do garfo
tenho intenção de participar e partilhar nas atividades pedestres com levantamento do garfo por montes e vales  nunca antes navegados .

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Noites Evaristianas
tenho intenção de continuar o desenvolvimento das "noites evaristianas", denominação com origem nas festas dionisianas, que ocorrem todas as quintas feiras na "adega do evaristo", com a presença garantida, se aparecerem, da tertúlia cultural  "quinta à fundo".


Caso queiram partilhar caminhos e conversas apareçam que são bem vindos.
Bons caminhos, boas tertúlias e partilhem a vida sem perder o norte.
Abraço

os livros são pessoas

Ontem passei pela livraria.
Passei-me pelos livros.

Os livros são pessoas!

Umas olha-mo-las pela capa e tá visto.
Outras com capa mais atractiva dá-se uma vista d’olhos.
Outras começamos a lê-las e já não saímos de lá.
Outras nem entendemos a prosa nem a poesia.
Outras começamos a ler e temos que voltar ao início.
Outras sempre as quisemos ler mas são de leitura difícil.
Outras lêem-se num abrir e fechar d’olhos.
Outras lemos o prefácio e tá tudo lido.
Outras lemos a crítica e temos de verificar.
Outras são de uma leitura apaixonante. Voltamos a ler.
Outras são aqueles clássicos de leitura eterna.
Outras são aqueles clássicos que nunca foram lidos, nem vão ser.
Outras temos de saltar capítulos para saber logo o fim.
Outras lemos apaixonadamente, sem parar e, a meio do livro, puf…puf...puf
Outras lemos como romance e são um drama. 
Outras nem sabemos se as ler da frente para trás ou, de trás para a frente.

As Pessoas precisam de ser lidas e não ficarmos só pela capa.

Ler é saber e SER mais! 
E faz bem à saúde!

O importante é saber escolher a obra!

As relações não devem ser uma ralação


Isto de a malta se relacionar uns com os outros tem o seu “quê”! Até porque somos muitos!
Às vezes somos poucos e tem mais “quês” que o previsto!
E às vezes somos dois e ainda tem mais “quês” que o previsto do previsto!
Então pá coisa correr bem, a solução é eliminar os “quês” que inquietam a relação!

Uma relação pode ser assim uma coisa como:
- Eu sou tu e tu és eu!
Eu gosto de estar na boa, então, tu que és eu, também gostas de estar na boa!
Como eu e tu gostamos de estar na boa e temos uma relação, então a nossa relação também tem que estar na boa, para nós estarmos na boa!

Posto isto é fácil concluir que uma relação para estar na boa, tem que ser acarinhada, bem tratada, alimentada e cuidada, todos os dias e todas as noites, com fins-de semana, feriados e dias santos de guarda incluídos!

O alimento e os cuidados a ter são gratuitos. Só é preciso estar atento ao outro e manifestar essa atenção de variadíssimas formas: -num piscar d’olho, -dar um toque, -num olhar, - num abraço, -no diálogo, -num beijo, - na partilha de conversas e tarefas, -no saudar, - em saber ouvir, -no respeito, - no respeitar opções, -em confiar, -em valorizar, - em aplaudir ao sucesso do outro, - num sms, - numa msg, num email, - no dizer obrigado(a), - no dizer por favor … e outras cenas da imaginação de cada um. Não falei em perdoar nem desculpar porque é sinal que uma das partes já fez merda.

Uma relação é um projecto comum, portanto, os intervenientes devem estar atentos aos intervenientes, e saberem agir na altura e no momento adequado, de modo a harmonizar a paz da relação e dos intervenientes.

Numa relação é preciso saber negociar tensões, nervos miudinhos e graudinhos, conflitos, vontades, birras, enxaquecas, quereres, afetos, carinhos, jantares, prazeres… é um todo comum aos intervenientes!
E um bom negócio é quando ambas as partes ficam satisfeitas!
Os berros, as carbalhadas e os foscasses, o desprezo, os amuos e o virar as costas, o “eu é que sei”, e a teimosia … não são, provavelmente, factores bons para negociar o que quer que seja.

Temos depois o dia-a-dia de cada um e as rotinas. Não há muito a dizer, faz parte da negociação dos intervenientes na relação.
Azar é quando o dia-a-dia foi lixado para todos os intervenientes e, não deve haver muita vontade nem pachorra para negociar.
Aí, o melhor, penso eu, é o silêncio, um copito e dar um tempinho!...
Alguém vai perguntar alguma coisa! 
Saber ouvir e evitar comparações pessoais nestes momentos é melhor que falar!
Quer dizer, ouve um de cada vez!
Se ninguém perguntar nada, é porque o “negócio” pode estar em processo de insolvência e a relação é mais uma ralação.

As rotinas são umas malandras. São aquelas coisas chatas, repetitivas, que se não existirem também não existe relação, porque tudo, quase tudo é uma rotina, só que umas rotinas são porreiras e agradam, outras são uma chatice e já não agradam.
Ora se conseguirmos dar um pouco de originalidade e criatividade às rotinas, embora não deixando de serem rotinas, ficamos rotinados a gerir melhor as rotinas.
Claro está que isto é tudo muito lindo mas tem que haver graveto para ajudar ao “negócio” e para que as rotinas sejam um bom investimento.

Uma relação não tem que ser uma ralação!
Caso seja, então:
“Quartel-general em Abrantes amigos como dantes”.

Ou não!

caminhar

Gosto de caminhar!
Não gosto de correr, exceto no jogo da bola, porque gosto muito do jogo da bola e aí tenho de correr e tentar chegar primeiro que o outro para espetar um balázio na bola.
Caminho na minha cidade, caminho no meu bairro, caminho para Santiago, caminho para Fátima, caminho!
Desde que aprendi a caminhar que não tenho feito outra coisa!
Caminhar permite-me travar paulatinamente perante uma qualquer situação, circunstancia ou imagem, permite-me observar com mais nitidez o que se está a passar ou a também a caminhar.
O correr, além do ar ofegante e odores indesejados, obriga-me a travagens bruscas e quiçá perigosas, perante as tais situações, circunstancias ou imagens.
Mas caminhar é uma monotonia!
Aquilo é sempre a mesma coisa, um pé à frente do outro e assim sucessivamente... pela distância que me proponho efectuar. Mas é mesmo isso, um pé e depois o outro e depois o outro…, embora me leve aonde quero ir, é monótono.
Mas, (e aqui é que está o busílis da questão) é essa “monotonia”, um pé, e depois o outro…, feito de uma forma automática, sem pensar, que me liberta a mente para tudo o que quero da mente e de mim.
Esse processo de um pé a frente do outro permite-me pensar para a frente, pensar para trás, pensar para o lado, não pensar. Criar sonhos e ilusões e conversar com outros caminhares.

E acho isto fantástico! 

desenvolvimento tecnológico

Isto é tudo uma pressa!
E como todos temos muita pressa, não sei para ir aonde, mas que há uma pressa intrinsica ao Homem, lá isso há!!!
Há que inovar, criar, investir, empreender, para termos coisas uteis e funcionais, que nos auxiliam no quotidiano para termos tempo suficiente de andar com pressa.
O homem desenvolve coisas do arco da velha para seu proveito, e muito bem, para uns terem muito e outros pouco.
Quase sempre quando aparece uma cena inovadora, ficam não sei quantos humanos de mãos nos bolsos, sem cheta, sem trabalho e a comentarem que foi uma grande descoberta, uma grande invenção e é muito útil. Somos uns porreiraços! 
Mas há exeções. Há novas tecnologias que dão trabalho a uma catrefada de gente.

Assim, sim! Um desenvolvimento sustentado.



video

caminho português, meio pela costa meio pelo centro, a Santiago 2014


Não há caminhos iguais. Uns são assim, outros são assado!
Este, nem foi assim nem foi assado. Foi um caminho diferente, como diferentes são todos os caminhos quer sejam assim, quer sejam assado! 
Um caminho muito bonito, com muita luz, muita água e paz. É para repetir!

Este caminho fez-me lembrar os comboios urbanos Aveiro – Porto, aqueles que dizem : “pára em todas”. 
Foi um caminho “pára – arranca”, sempre com botas a entrar e a sair.
Foi giro. Foi diferente. Caminhámos. Curtimos. Rimos. Brindámos. Aprendemos. Ensinamos. Partilhámos. Conhecemos. Orei. Conversámos...
Uma experiência, possivelmente, a repetir. 
Claro que não é a mesma coisa se fossemos de alfa, tudo seguidinho, mas, como em tudo na vida, este “pára em todas” também tem as suas vantagens: “pagámos” o caminho em prestações suaves, quebra a rotina da semana…e
“Prontus” na parte final fomos no comboio alfa acompanhados por um enxame de bêtêtês. Eles apareciam de todos os lados.

Porto (Sé) – Vila do Conde
29 Março 2014, no "pára em todas", iniciaram a viagem a Ana Martins, a Ana da Candida, o Zé e a Joana.

Não foi bem até Vila do Conde.
Ofuscados com a “melhor cerveja do mundo” e as sandes de presunto do Nando, não conseguimos passar do Mindelo. As botas já não obedeciam ao chamamento. Para quê mais 5 km se os “melhores finos do mundo” estavam ali e nós também estávamos ali!!!























Vila do Conde – Esposende - Viana do Castelo
12. 13. Abril.2014 entraram no "pára em todas" a Edite e a Maria.






















Viana do Castelo – Caminha - Valença
16.17.18 Maio 2014 entrou no "pára em todas" a Cátia e saiu a Maria.

















Valença – Santiago 
7.8.9. 10 de Junho 2014 agora no alfa entraram o Alex e a Neca. Sairam a Edite, a Joana e a Ana Martins.

A partir de Valença fomos de alfa, quase seguidinho até Santiago. Com paragens nas estações de Porrinho, Redondela, Pontevedra, Dom Pulpo (paragem obrigatória), Padron e Santiago. 


dom pulpo: a estação de paragem obrigatória

Nestes 4 dias, fonhasse, nunca tinha visto tanto ciclista por metro linear. E para quem caminha com a sagrada mochila não é fácil esta convivência. 
Embora o caminho seja de todos e para todos, os “rodinhas” deviam ter uma campaiiiiiiiiinha ou um guiiiiizo, pelo menos, para avisar com antecedência que vão aparecer e evitar engarrafamentos e atropelamentos pedestres. Mas pronto faz parte do caminho. Aquilo parecia o “Tour de Compostela em Btt.”
Os ciclistas são gente porreira, simpática e divertida, mas assim tantos e aos magotes fazem cocegas às mochilas.
Depois, não sei se os alberguistas cumprem as regras da prioridade dos albergues. O que sei é que dormimos sempre nos privados.

Ao chegar a Santiago optámos por uma nova alternativa de acesso à cidade.
Oh Cum catano,!!!! Mas que má opção!!!  Andámos e andámos e andámos e... lá se foi a missa do peregrino e andámos e…e… não volto a entrar por lá. Nem ca vaca tussa! Vou pelo tradicional como sempre fui.

Em Santiago partilhar o Abraço com o Amigo Tiago demorou 5 minutos.
Levantar a Compostelana demorou 90 minutos.
Pois! Os ciclistas estão mais direcionados para o certificado de habilitações do "tour de compostela em btt".


nós, na casa de Tiago.
(um comboio e montes de duas rodas)

Dos assuntos pendentes que tinha com o Tiago, está tudo resolvido. 
O caminho português que ficou pendente, desde 2012, com a Neka, foi agora concluído. A vara que procurava na oficina do peregrino, à uma catrefada de anos, também lá estava, deixada por alguém que sabia que eu procurava uma vara assim, à minha medida. Outras questões pessoais e intransmissíveis também foram concluídas com sucesso. Obrigado Tiago.

A todos os passageiros, Tiago agradece a vossa preferência pelo meio de transporte utilizado e conta voltar a vê-los numa próxima oportunidade.

Abraço




video

lado de lá...

foto de florinda mendes - porto


Depois de passarmos para o lado de lá, tenho a certeza que vimos tudo em grande e com mais nitidez!
O problema é passar. É tão estreitinho!
Parece um filtro!
Estou em crer que se formos grandiosamente “pequeninos” do lá de cá, passamos todos em simultâneo e ainda vai sobrar espaço!
Agora o outro problema é: sermos grandiosamente “pequeninos” do lá de cá!





caminho de fátima 2014

Como já disse aqui, não há caminhos iguais! Este, naturalmente, não fugiu à regra!
Fomos 26 pessoas, sem contar com os telemóveis.
A contar com os telemóveis, fomos para aí uns 106, 26 a pé e 80 de telemóvel.

Antes desta odisseia e com tal adesão de subscritores, consultei um especialista pedestre fatiano, mestre Julim, porque eramos muitos e bla…bla…bla… E quem me conhece sabe que não aprecio caminhar com muitas pessoas. Birras!
Mal obtive o parecer fatiano do mestre Julim, igual ao que pensava, ficou logo decidido.
Vai tudo pa Fátima e alguma coisa há-de dar Deus.
Se fosse uma excursão às grutas de Mira d’Aire ainda se poderia dizer: - Eh páááá! Tenho muita pena mas a camineta tá cheia.
Agora, dizer “não” a uma pessoa que quer ir a Fátima, e a pé, é difícil dizer que não há lugar.

No regresso, já em casa, porque é no regresso que um gajo, com um copo na mão a olhar o céu, ou a olhar para dentro, (do copo) vê mais qualquer coisita, e vi que:
Tinha o copo vazio! Depois vi que:
“Passei pelo caminho e o caminho não passou por mim”.
Faltou alma, serenidade e aconchego! Cheguei sempre muito cedo ao final de cada etapa. E eu gosto de chegar sempre depois da hora! É sinal que o dia foi graaaannnnnnnde.

Embora tivesse tido momentos fantásticos, esses sim, passaram em mim e ficaram em mim.
Momentos do eu comigo e momentos partilhados. Momentos tão fortes, tão intensos, tão bons, mesmo tão bons, que ficam em mim para a vida.



Mas o importante não é o eu.
O importante é o outro. Importantes são os outros para quem devemos estar disponíveis a dar:  a mão, ou pensos compeed, ou uma mini, ou um voltaren, ou um martini, ou uma conversa de silêncios, ou caminhar ao lado…

O importante é que o dar e o receber foram situações emergentes no caminho de Fátima, na partilha, na solidariedade e na vivência da fé. O importante é que no caminho de todos, cada um, no seu caminho, acreditou em si e no que realmente o pôs ali.

O importante é o Vitor da Carapinheira, os Bombeiros de Cantanhede, o Nortenho das Bifanas, o Armando, os Bombeiros de Soure, o António de Soure, o Mendes de Colmeias, a Isabel do Chaparrico… e outros, anónimos, com que nos cruzamos e nos acolheram.

Fátima é sempre um mistério (para mim) de interpelação e vida.

E de que vale a pena caminhar. 
E de que vale a pena acreditar!